Czares da Rússia - Catarina, a Grande

Nome: Sofia Frederica de Anhalt-Zerbst-Dornburg (Catarina II da Rússia)
Pais: Cristiano Augusto, Príncipe de Anhalt-Zerbst e Joana Isabel de Holstein-Gottorp.
Nascimento: 2 de Maio de 1729
Reinado: (como consorte) 25 de Dezembro de 1761 - 28 de Junho de 1762
(como reinante) 28 de Junho de 1762 - 17 de Novembro de 1796

Cronologia da sua vida:

1743 – Sofia Frederica, na altura com 14 anos, é chamada à Rússia pela Imperatriz Isabel I da Rússia.

1744 – Sofia e a sua mãe, Joana Isabel de Holstein, chegam a Moscovo para conhecer a Imperatriz Isabel no dia 9 de Fevereiro. Pouco depois a jovem princesa de 15 anos converte-se à Religião Ortodoxa e muda de nome para Catarina Alexeievna.

1745 – Catarina casa-se em São Petersburgo com Pedro Feodorovich, Grão-duque de Holstein e herdeiro do trono russo.

1747 – O pai de Catarina, Cristiano Augusto de Anhalt-Zerbst, morre.

1752 – Catarina tem o seu primeiro amante conhecido, Serge Saltykov, um oficial russo.

1754 – Catarina dá à luz o seu primeiro filho, Paulo, futuro Imperador da Rússia. Muitos acreditam que o seu pai era Serge Saltykov e não Pedro III.

1757 – A Rússia vence a Prússia na Guerra.1760 – Catarina começa uma relação com um novo amante, Gregório Orlov. No mesmo ano morre a sua mãe.

1761 – A Imperatriz Isabel I da Rússia morre no dia 25 de Dezembro e o marido de Catarina é coroado Czar, passando a ser conhecido por Pedro III da Rússia.

1762 – Pedro III assina um tratado com a Prússia a 24 de Abril, fomentando a fúria entre a Nobreza russa. Catarina, apoiada pela Guarda Imperial, retira Pedro do trono e torna-se Imperatriz da Rússia. Pedro III acaba por morrer enquanto prisioneiro dos Orlovs. Catarina nega qualquer tipo de cumplicidade.

1763 – Catarina confirma o privilégio da Nobreza. Começa a coleccionar Arte proveniente de toda a Europa e expõe-la no novo museu Hermitrage. A Rússia invade a Lituânia.

1764 – O Conde Betskov é contratado para organizar novos planos para a educação de rapazes e moças, iniciando a reforma de Catarina para um ensino de estilo europeu na Rússia. Novas escolas e Universidades são abertas durante o seu reinado, incluindo o Instituto Smolny Para Moças em São Petersburgo.

1766 – Catarina escreve o “Nakaz” (Instruções) e reforma a administração local criando a posição de gorodskoi golova (Presidente da Câmara). É assinado o Tratado de Amizade com a Inglaterra.

1767 – Influenciada pelo Iluminismo francês, Catarina cria uma comissão para a reforma judicial.

1768 – A Rússia declara guerra à Turquia.

1771 – A Rússia conquista a Crimeia.

1772 – Organizam-se encontros com a Prússia e a Áustria com o objectivo de dividir a Polónia. É assinado o Armistício com a Turquia.

1773 – Catarina persuade o escritor francês Denis Diderot a entrar na Corte Russa. O Cossaco Yemelyan Pugachov lidera uma revolta de camponeses no Rio Volga. Orlov perde a sua influência.

1774 – Potemkin torna-se o novo amante de Catarina. A Imperatriz lidera a criação de um “Magistrat” (concelho municipal) que se torna na Duma da cidade em 1786. A guerra com a Turquia termina com a assinatura do Tratado de Kuchuk Kainardji.

1775 – Julgamento e execução de Pugachev. Catarina reforma as administrações provinciais e urbanas.

1777 – Aliança com a Prússia. Problemas na Crimeia.

1778 – Catarina adquire a biblioteca complete de Voltaire após a morte dele.

1781 – Aliança entre a Rússia e a Áustria.

1783 – Potemkin anexa a Crimeia à Rússia, retirando-a à Turquia.

1787 – Catarina faz uma digressão pela Crimeira. A Turquia declara guerra à Rússia.

1788 – Catarina impõe a anexação da Polónia. Guerra com a Suécia.

1789 – Temendo que a Revolução Francesa se espalhasse à Rússia, Catarina desfaz muitas das suas reformas liberais.

1790 – Paz com a Suécia.

1791 – Morte de Potemkin. Tratado de Jassy, assinado entre a Turquia e a Rússia.

1793 – A Polónia volta a separar-se da Rússia.

1794 – Insurreições na Polónia. Terceira separação da Polónia.

1796 – Catarina morre.

(fonte: www.geocities.com/Athens/Rhodes/4257/Cathpage1.html)

Família
Consorte:

Pedro III da Rússia

A família da mãe de Catarina (ainda conhecida pelo seu nome de nascimento, Sofia) estava intimamente ligada com a família imperial russa. O seu tio materno, Carlos Augusto de Holnstein, tinha sido um dos pretendentes a casar-se com a Imperatriz Isabel I, mas morreu de sarampo antes do casamento acontecer. Durante a sua procura de noivas para o seu sobrinho Pedro, Isabel interessou-se por Sofia e convocou-a a São Petersburgo.

A família deixou Zerbst no dia 10 de Janeiro de 1744. Alguns dias mais tarde, Sofia despediu-se do seu pai em Schwedt, nas margens do rio Oder, e continuou a viagem com a sua mãe. Realizada a meio do Inverno, a viagem foi longa e extenuante. Quando atravessaram a fronteira russa, mãe e filha encontraram trenós, enviados pela Imperatriz Isabel. O resto da viagem foi luxuosa, no entanto, ao chegar triunfantemente a São Petersburgo, foram informadas de que a Corte se encontrava em Moscovo na altura. Por isso, após um breve período de descanso, elas voltaram a fazer-se à estrada, uma vez que queriam chegar à segunda cidade mais importante do Império a tempo do aniversário do Grão-duque Pedro que se realizaria a 10 de Fevereiro. Segundo relatos da época, a Imperatriz gostou imediatamente de Sofia. O Grão-duque ficou contente por vê-las, já que a mãe de Sofia era prima directa do seu pai. A futura noiva notou imediatamente uma certa fragilidade em Pedro, uma analise acertada, visto que ele sofria de todo o tipo de doenças. Ele era atrasado, tanto física como emocionalmente, tendo crescido sem uma mãe presente e um pai que não gostava de passar tempo com ele. Ele era uma criança que nunca tinha conhecido amor ou afecto. Sofia também reparou que ele se ocupava com jogos infantis, que era muito caseiro, mas, acima de tudo, que odiava profundamente o país que estava destinado a reinar. Pedro era um crente firme da fé Luterana e adorava tudo que fosse prussiano. O rei Frederico era o seu herói. Sofia começou a aprender russo e a estudar a Religião Ortodoxa, o que agradou à Imperatriz Isabel. No dia 28 de Junho, Sofia converteu-se numa grande cerimónia. No dia seguinte aconteceu o noivado e a Princesa Sofia de Anhalt-Zerbst tornou-se na Grã-duquesa Catarina Alexeyevna da Rússia e passou a ser a segunda mulher mais importante do país.
Pouco tempo depois, Pedro contraiu Sarampo e depois começou a mostrar sintomas de Varicela. Foi a própria Imperatriz que cuidou dele durante a doença, que o deixou com o rosto desfigurado e com muito pouco cabelo. Ele sabia como a doença o tinha deixado ainda menos atraente, o que destruiu a pouca confiança que lhe restava. Catarina achava-o uma criatura penosa e olhava para o casamento com muito pouco entusiasmo. Na altura Pedro tinha começado a beber em excesso e o seu comportamento tornou-se cruel. A corte regressou a São Petersburgo e, após vários adiamentos, o casamento aconteceu no dia 21 de Agosto de 1745 na Catedral de Kasan.
Acredita-se que o casamento não terá sido consumado, uma vez que o corpo de Pedro não se tinha desenvolvido devido às suas muitas doenças. Foi nesta altura que Catarina, sentindo-se mais isolada do que nunca, escreveu: “Devia ter amado o meu novo marido, se ele, pelo menos, tivesse sido minimamente amável. Mas nos primeiros dias do meu casamento, fiz algumas refleções cruéis sobre ele. Estou sempre a dizer-me a mim mesma: ‘Se amares este homem, vais ser a criatura mais miserável à face da Terra. Tem cuidado no que toca ao afeto por este homem, pensa em ti, Madame.” O jovem casal habituou-se um ao outro, mas o casamento foi um erro miserável. A mãe de Catarina acabou por regressar a casa e a futura Imperatriz ocupou-se lendo tudo o que lhe viesse parar às mãos. Acabou por descobrir satisfação quando avançou dos trabalhos de Platão para os de Voltaire. O seu interesse pelo intelectual causou uma separação ainda maior entre ela e o marido, que a começou a evitar. Ele sentia prazer em dizer-lhe o quanto gostava de outras mulheres. Catarina começou a ficar satisfeita com as ocupações infantis dele. Os anos foram passando e não havia nenhum herdeiro à vista, irritando profundamente a Imperatriz que culpava Catarina por não se conseguir tornar atraente aos olhos do marido. O facto de ela ter arranjado um amante, é pouco surpreendente no meio de toda a pressão a que estava sujeita. Menos de dois anos depois, ela finalmente deu à luz um filho, Paulo, que foi imediatamente levado para os aposentos da Imperatriz onde ficaria até à morte dela.

Filhos:

Paulo I da Rússia

Alexei Bobrinsky

Alexei foi o filho nascido da relação de Catarina com o Conde Gregório Orlov, nascido a 11 de Abril de 1762. O seu apelido foi escolhido como uma derivação do nome da casa onde a sua família vivia, Brobrinskoe. Tinha 19 anos quando a Imperatriz lhe revelou que era sua mãe através de uma carta. Casou-se com a Baronesa Ana Doroteia von Ungern-Sternberg de quem teve descendência que sobrevive até hoje. O seu meio-irmão Paulo I criou-o Conde durante o seu curto reinado.

Isabel Grigoryevna Temkina

Isabel foi a filha de Catarina com o Príncipe Potemkin-Tauria. Nasceu em segredo, em Moscovo, durante as comemorações do final da Guerra Russo-Turca, a 13 de Julho de 17775. Foi criada pela irmã do pai, Maria Alexandrovna Samoilova. Casou-se com o Major Ivan Hristoforovicha Kalageorgi, de quem teve 10 filhos. Quando tinha 22 anos de idade, Isabel posou para o artista Vladimir Borovikovsky como Deusa Diana, nua, sendo o quadro vendido por 6 milhões de rublos. Hoje ele pode ser visto na Galeria do Estado Tretyakov.

***

Causa de morte: Catarina, a Grande sofreu um ataque cardiaco no dia 16 de Novembro de 1796 que a deixou inconsciente. Morreu poucas horas depois, sem recuperar os sentidos. Tinha 67 anos.


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publicado por tuga9890 às 11:34
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Czares da Rússia - Paulo I e família

Nome: Paulo Petrovich Romanov (Paulo I da Rússia)
Pais: Pedro III da Rússia e Catarina, a Grande (Sofia Frederica de Anhalt-Zerbst-Dornburg).
Nascimento: 1 de Outubro de 1754
Reinado: 6 de Novembro de 1796 - 23 de Março de 1801
Reformas:

O curto reinado de Paulo I resumiu-se a dois pontos: alteração da lei de sucessão e inversão das políticas instauradas pela sua mãe.

Leis Paulinas: Temendo que no testamento da sua mãe, ela o tivesse excluído do trono para o entregar directamente ao sei filho Alexandre, Paulo modificou profundamente as leis de sucessão. As principais mudanças foram a exclusão de mulheres do trono excepto no caso de a linha masculina ser completamente extinta. Além disso era obrigatório que o sucessor fosse o filho primogénito, sendo impossível exclui-lo em favor do mais novo. Os casamentos também foram alterados. Os membros da família imperial passaram a ser obrigados a casar com outro membro de uma casa reinante ou a enfrentar o exílio e abdicação de títulos.
Inversão de Políticas: Quando Paulo chegou ao trono, iniciou uma autentica inquisição contra tudo o que era francês, sendo esse um país e cultura que a sua mãe amava incondicionalmente. Pessoas foram exiladas apenas por usarem roupas de estilo parisiense ou ler livros franceses. Também mandou o exercito russo estacionado na Prússia segundo o desejo de Catarina, a Grande, regressar a casa e voltou a enterrar o seu pai, o czar Pedro III como se Catarina não tivesse sido uma governante legítima.
Família
Consortes:

Natália Alexeievna (Guilhermina Luísa de Hesse-Darmstadt)
Guilhermina visitou a Rússia pela primeira vez em 1773 a convite da Imperatriz Catarina, a Grande que andava à procura de uma esposa para o seu filho. Guilhermina foi acompanhada das suas duas irmãs e da mãe, uma vez que a Czarina não conhecia nenhuma e não sabia quem haveria de escolher.

Paulo reparou imediatamente em Guilhermina e os dois ficaram noivos, casando-se em Outubro do mesmo ano.

Ela era vivaz, alegre e desinibida, agitando a corte russa. A principio a Imperatriz gostava dela, mas esse sentimento alterou-se rapidamente quando Guilhermina começou a ir contra todas as suas decisões. Paulo gostava muito dela, mas ela não era perdida de amores pelo marido. Poucos meses depois iniciou um romance com o melhor amigo dele, o general Andrey Razumovsky.

Guilhermina acabaria por morrer ao dar à luz um filho que nunca se soube ser de Paulo ou Andrey.

Maria Feodorovna (Sofia Doroteia de Württemberg)
A união entre Paulo e Maria foi arranjada novamente pela mãe dele. Maria teve uma educação excelente, mas era de raciocínio lento e não muito inteligente. Mesmo assim Paulo ficou encantado com ela e os dois eram extremamente apaixonados e dedicados, principalmente durante os primeiros anos de casamento.

Paulo tinha uma personalidade difícil, mas Maria compreendia-a e equilibrava-a, ajudando o marido a lidar com ocasiões públicas. Juntos teriam 10 filhos, assegurando assim a linha de sucessão russa até à Revolução em 1917.

Eventualmente Paulo, tal como todos os homens da época, arranjou uma amante. Maria ficou extremamente desiludida com o marido e os dois afastaram-se até aos últimos anos da vida dele.
Após o assassinato de Paulo, Maria tentou reclamar o título de Imperatriz, tal como a sua sogra tinha feito, mas foi rapidamente impedida pelo filho.
Filhos

Alexandre I da Rússia Constantino Pavlovich Romanov
Nascido em 1779, Constantino, tal como o seu irmão mais velho, foi enviado ainda em bebê para o palácio da avó para ser criado por ela. Catarina II preparou-o para ser o Imperador daquilo que ela pretendia ser o Império Bizantino restaurado, no entanto Constantino nunca chegaria ao trono, tendo-o recusado em favor do irmão Nicolau após a morte de Alexandre.

Em 1796, com apenas 16 anos, casou-se com a Princesa Juliana de Saxe-Coburgo-Saalfield, uma tia da Rainha Vitória. O casamento foi profundamente infeliz, maioritariamente devido à personalidade imatura do Grão-duque e à mente liberal da Princesa. Os dois passaram a maioria da vida separados, vindo a divorciar-se oficialmente em 1820. Casou-se depois com a polaca Joanna Grudzińska, mas nunca teve filhos.

Politicamente o papel mais influente de Constantino foi como Governador da Polónia. Reinando-a com punho de ferro, perseguiu ferozmente os revolucionários que procuravam a independência do reino e ganhou uma impopularidade sem precedentes, acabando por ser expulso pelo próprio irmão.

Alexandra Pavlovna Romanova
Nasceu em 1783 e era considerada a mais bonita e inteligente das Princesas europeias da sua época. Casou-se em 1799 com o Arquiduque José da Áustria, seguindo o plano do seu pai para melhorar as relações entre os dois países. Infelizmente a união durou pouco. Em 1801, quando Alexandra tinha 17 anos, o parto do seu primeiro filho correu mal e nem ela, nem a criança resistiram, acabando por morrer mais tarde nesse dia.

Elena Pavlovna Romanova
Nascida em 1784, Elena recebeu a alcunha de "Helena de Tróia" da sua avó devido à sua beleza. Casou-se a três meses de completar 15 anos com o Grão-duque Luís Frederico de Mecklenburg-Schwerin de quem teve dois filhos. Acabaria por morrer subitamente em 1803, depois de ficar gravemente doente dias antes. Tinha 18 anos.

Maria Pavlovna Romanova Nascida em 1786, Maria era considerada a menos bonita das suas irmãs. Mesmo assim os seus talentos eram compensados noutras áreas. Era uma grande entusiasta pelas artes, sendo uma grande pianista e pintora. Em 1804 casou-se com o Grão-duque Carlos Frederico de Saxe-Weimar-Eisenach e tornou-se uma figura extremamente popular no seu Grão-ducado alemão, sendo a primeira a estimular a sua capital, Weimar, a tornar-se num centro artístico. Teve dois filhos e duas filhas. Um delas, Augusta, tornar-se-ia na primeira Imperatriz da Alemanha após o seu casamento com o Kaiser Guilherme I.

Catarina Pavlovna Romanova
Nasceu em 1788 e foi desde sempre muito próxima do seu irmão mais velho, o futuro Czar Alexandre I, ao ponto de alguns questionarem se os dois não estariam envolvidos num caso de incesto que nunca foi confirmado. Durante as Invasões Francesas, Napoleão pediu a mão dela em casamento ao irmão com o objectivo de unir os reinos francês e russo, mas foi recusado. Catarina acabaria por se casar primeiro em 1809 com o Duque Pedro de Oldenburgo de quem teve dois filhos e, após a morte dele, casou-se novamente em 1816 com o Rei Guilherme I de Württemberg de quem teve duas filhas. Uma delas, Sofia, tornar-se-ia Rainha Consorte da Holanda após o seu casamento com o Rei Guilherme III.

Ana Pavlovna Romanova
Nascida em 1795, tornar-se-ia Rainha Consorte da Holanda após o seu casamento com o Rei Guilherme II. Juntos teriam cinco filhos.

Nicolau I da Rússia
Miguel Pavlovich Romanov
O filho mais novo nasceu em 1798. Era pouco sensível e obcecado com a vida militar, herdando muitas características da personalidade neurótica do pai. Casou-se em 1824 com a sua prima em segundo grau, a Princesa Carlota de Württemberg, que mudou o nome para Elena Pavlovna ao juntar-se à Igreja Ortodoxa. O casamento foi intensamente infeliz, principalmente para ela, mas mesmo assim o casal teve cinco filhas. Nenhuma delas passou dos 21 anos, tendo apenas duas chegado à idade adulta.

***
Curiosidade: Existe a possibilidade de que o pai biológico de Paulo I não fosse o Czar Pedro III, mas sim o amante da sua mãe, Serge Saltykov. Embora muitos defendam esta possibilidade, existem factores de que isto não passa de um rumor, uma vez que Paulo era bastante parecido fisicamente com Pedro III. Os rumores podem ter surgido devido ao facto de Catarina, a Grande, odiar o seu filho e preferir excluí-lo do trono em favor do seu neto Alexandre.

Causa de Morte: Paulo foi violentamente assassinado a pontapé no seu quarto do Castelo de São Miguel por um grupo de nobres. A razão para o seu assassinato podem prender-se com o facto de ele ter descoberto e parado vários esquemas de corrupção no tesouro russo por parte destes nobres, mas o mais provável é que tudo tenha acontecido para que o seu filho subisse directamente para o trono. Há quem acredite que Alexandre I esteve envolvido directamente no assassinato, mas outros defendem que ele queria apenas pressionar o pai para abdicar.


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texto origem: http://romanov.blogs.sapo.pt/2009/05/

A Chancelaria Avisa:

Author: Loja Lux Et Veritas / Marcadores: , ,


CONVITE

A Loja Lux Et Veritas convida para iniciação de nossos novos irmãos em 24/10/2009 às 17h00.
Para os candidatos, favor obedecer a hora determinada na correspondência.

Rasputin "O monge louco"

Author: Loja Lux Et Veritas / Marcadores: ,

No inicio do século XX a monarquia russa entrou em vertiginosa decadência. A miséria que assolava o país, contrastada com a opulência de uma nobreza voltada para os seus próprios interesses, levaria à revolta popular que encerraria de vez o regime czarista, depondo Nicolau II, o último governante da dinastia Romanov. Foi nos momentos finais da agonizante monarquia russa que Rasputin, o “monge louco”, ascendeu para um poder efêmero, marcado por um misticismo grotesco e por uma profunda deterioração moral.Rasputin, um monge camponês, vindo de uma estirpe de miseráveis da Sibéria, ladrão na juventude, tomado como homem santo e com poderes de cura na maturidade, iniciou uma trajetória de perambulação mística pela Rússia czarista, que culminaria na corte dos Romanov, em São Petersburgo, a capital do império.Numa Rússia imersa na miséria econômica do seu povo e nas trevas culturais provocadas pela mesma, os monges de aldeia tornaram-se uma categoria respeitada e difundida. Rasputin, dono de um magnetismo vital, regido por uma pujança sexual quase selvagem, produziu um efeito primitivo inebriante dentro da corte czarista, já afetada pela degeneração de muitos dos seus nobres. Numa época em que a hemofilia, mal genético do qual padecia o filho do czar, o príncipe Aleksei, era considerada uma doença maldita e sem grandes tratamentos, Rasputin consegue controlar as crises hemorrágicas do herdeiro do trono, curando-o das dores e cicatrizes, de uma eficácia que até hoje não se consegue explicar cientificamente como o fez.É através desse magnetismo vital, que sugere cura para males intratáveis pela ciência e poder de adivinhar o futuro, traduzido numa insólita potência sexual, que Rasputin conquista a corte do czar; obtendo a confiança, agradecimento e dedicação fiel da czarina Alexandra. Adquire poderes de estado, indicando e nomeando ministros, ao mesmo tempo em que a sua vida depravada, regada a sexo e álcool, escandaliza a Rússia, despertando a ira da nobreza e do clero. A ascensão de Rasputin gera-lhe a decadência e o tombo, culminando com o seu assassínio, repleto de lendas e mistérios que fascinaram a imaginação de todos nós. Rasputin, o monge louco, é a imagem eficaz da decadência da Rússia czarista, que levaria à mais famosa das revoluções do mundo contemporâneo, a bolchevique de 1917.Rasputin é o símbolo do homem envolto na sua mais completa forma primitiva. A sua manipulação do poder, do sexo, da depravação moral, do misticismo; a violência da sua morte, todos estes fatos criaram um dos mais complexos enigmas do caráter humano já relatado pela história.O Despertar Místico de RasputinGrigori Yefimovich Rasputin, nasceu na aldeia de Pokrovskoie, Tobolsk, Sibéria, no dia 22 de janeiro (10 de janeiro no antigo calendário Juliano, ainda utilizado na Rússia da época), o ano do seu nascimento é incerto, normalmente situado entre 1863 a 1873, sendo 1864 e 1872 as datas mais aceitas pelos historiadores. Documentos revelados mais recentemente apontaram ainda, para 1869 a data de nascimento. Segundo algumas versões, Grigori Yefimovich Novykh seria o nome original de Rasputin, trocado durante as suas peregrinações.Oriundo de uma família camponesa siberiana, cuja pobreza deixou como herança a impossibilidade de ler e escrever, Rasputin tinha dois irmãos, Dmitri e Maria. A irmã teria morrido afogada durante uma crise epilética, e o irmão, teria sido salvo de um afogamento por Rasputin, mas não resistira a uma pneumonia provocada pelo tempo que permanecera na água gelada da lagoa.Apesar de não se saber muito sobre a infância de Rasputin, reza a lenda que os seus poderes sobrenaturais manifestou-se ainda nesta fase da sua vida, quando ele identificou misteriosamente o homem que teria roubado um cavalo dos que o pai cuidava.Os poucos dados da juventude de Rasputin apontam para um período que viveu como ladrão, construindo uma má reputação que jamais lhe deixaria, mesmo quando foi visto como um “homem santo” e de poderes místicos. Aos 18 anos, passou três meses no Mosteiro Verkhoturye, possivelmente para cumprir uma penitência por roubo. Este tempo no mosteiro muda-lhe a condução da vida, dizendo-se atingido por uma visão da “Mãe de Deus”, ele torna-se um homem místico, um religioso peregrino.Após a saída do mosteiro, Rasputin visitou Macariy, um homem tido como santo, que vivia em um pequeno barraco próximo a Verkhoturye. Macariy vê em Rasputin uma santidade e poderes que deveriam ser desenvolvidos. O místico passa a exercer uma grande influência sobre Rasputin, fazendo com que ele começasse a administrar o seu magnetismo místico, despertando-o na essência.Ainda na juventude plena, Rasputin teria feito parte da seita Khlysty (flagelantes), proibida e banida pela igreja ortodoxa por pregar que todos os desejos do homem deveriam ser realizados. Através desta seita, Rasputin teria combinado a sua religiosidade com a sexualidade, característica maior da sua personalidade. Os rumores eram de que durante os rituais, o êxtase sexual era provocado e alcançado. Nunca se teve a certeza de que Rasputin foi um Khlysty, sendo a versão contestada por muitos historiadores, mas a suspeita jamais lhe abandonou, assombrando-o quando já era o homem mais influente da corte do czar.Em 1889 casou-se com Praskovia Fyodorovna Dubrovina, teria 19 anos na época, o que não se comprova quando não se sabe ao certo o ano do seu nascimento. Com a mulher teve três filhos, Varvara, Dmitri e Maria, tendo os dois últimos herdado os nomes dos irmãos mortos, uma homenagem intencional. Um quarto filho teria sido fruto com outra mulher.Rasputin e o Príncipe AlekseiEm 1901 Rasputin deixou a mulher e a sua casa em Pokrovskoie iniciando uma longa peregrinação por toda a Sibéria. Tornou-se um strannik (peregrino), indo além das terras geladas onde nascera, atingindo a Grécia, e depois Jerusalém. Finalmente, ele chega à capital do império, São Petersburgo, o maior centro urbano eslavo. É na cidade mais poderosa da Rússia que ele vai, aos poucos, adquirindo fama de curandeiro de poderes proféticos, passando a ser visto como starets (homem santo). Muito desta fama era propagada pelo próprio Rasputin.Em São Petersburgo, o príncipe Aleksei definhava vitima de uma doença pouco explicada pela medicina da época, a hemofilia. A doença, geneticamente transmitida pela mãe somente aos filhos homens, era uma herança dos descendentes da rainha Vitória, que a transmitira para toda a nobreza masculina européia que dela descendia; Aleksei era bisneto dela. Em 1905, o herdeiro dos Romanov sofreu uma queda do cavalo, tendo uma hemorragia interna que o fez ser desenganado pelos médicos. Diante da fatalidade iminente, desamparada pelos médicos da corte, a czarina Alexandra decidiu recorrer ao sobrenatural, tinha ouvido falar na fama de Rasputin como curandeiro, numa tentativa desesperada de salvar a vida do filho, pediu ao czar que trouxesse o monge à presença do enfermo. Apesar de incrédulo, Nicolau II acedeu aos supostos poderes do curandeiro.Levado à presença do czarevitz enfermo, Rasputin demonstrou total segurança de que iria curá-lo. Assim aconteceu, através de uma oração, que muitos dos médicos classificaram de hipnose, o monge conseguiu a recuperação física do príncipe herdeiro. À luz da ciência, é impossível curar a hemofilia através da hipnose, coincidência, obra do acaso ou poder de cura, o fato é que Rasputin recuperou várias vezes as crises hemorrágicas de Aleksei, tanto as externas como as internas, livrando-o do padecimento que lhe consumia a vida.A presença de Rasputin tornou-se imprescindível na corte russa. Nicolau II chamava-o de “nosso amigo” e um “homem santo”, confiando-lhe a vida do herdeiro do trono. A gratidão de Alexandra fez dela uma devota de Rasputin, considerando-o um “mensageiro de Deus”. A influência do monge sobre a czarina estendeu-se não só em sua vida pessoal, como política. Alexandra chegou a acreditar que Deus lhe falara através de Rasputin. Há evidências históricas que o poder sedutor e sexual de Rasputin atingiu a czarina, e que ambos tiveram uma ligação amorosa. Verdade ou não, os rumores espalharam-se pela corte czarista, causando constrangimentos diante da população, que não percebia a presença de Rasputin junto à família real, posto que a doença de Aleksei era mantida no mais absoluto segredo.O AtentadoRasputin tornou-se um homem poderoso dentro da corte do czar, interferindo diretamente nas decisões políticas de um regime que se deteriorava. A ascensão de um homem considerado rude, praticamente analfabeto, de gostos duvidosos e vida depravada, incomodou grande parte da nobreza russa, ou pelo menos daqueles que não se renderam ao seu magnetismo pessoal.Paralelamente ao poder adquirido na corte de Nicolau II, Rasputin continuou a levar uma vida mundana, regada à vodka e sexo. As suas orgias atraíam para si os mais diversos repúdios, da nobreza ao clero ortodoxo, dos políticos à população, Rasputin passou a ser o homem mais odiado da Rússia.No início do verão de 1914, Rasputin foi visitar a mulher e os filhos em Pokrovskoie, na Sibéria. Nesta época deparou-se com a oposição do monge Iliodor, que escandalizado pela vida promíscua e depravada, incitara todas as mulheres que tinham sido por ele prejudicadas em suas reputações, que se juntassem em grupo. Atraído para a igreja, supostamente por um telegrama, ou simplesmente em visita, Rasputin foi atacado pela ex-prostituta Khionia Guseva, sua antiga amiga íntima, convertida em uma fervorosa discípula de Iliodor. Instigada por um sentimento de repulsa ao comportamento de Rasputin e ao seu modo desrespeitoso de falar da família real, Guseva esfaqueou-o profundamente no abdome. Ao ver as entranhas penduradas para fora do corpo do monge, Guseva convencera-se de que o ferira mortalmente, vociferando alto: “Eu matei o anticristo!”Submetido a uma cirurgia intensa, Rasputin recuperou-se do atentado que sofrera, tornando-se alvo da superstição popular, que o achava invencível, protegido pelos demônios. A partir de então, o czar mandou que fosse escoltado por uma guarda que o protegia todo o tempo, em todos os lugares, na tentativa de evitar novos atentados à vida de tão vital protetor da sua família.Rasputin Torna-se o Homem Mais Odiado da RússiaQuando explodiu a Primeira Guerra Mundial, em 1914, Rasputin foi contra que a Rússia entrasse no conflito. Teria previsto que se o czar não tomasse ele próprio a frente do seu exército, milhões de russos morreriam em combate, o que se confirmou quando cerca de meio milhão de soldados foram mortos em 1915, forçando o czar Nicolau II a partir para frente de batalha, o que se revelou um profundo desgaste para a monarquia.Na ausência do czar, o poder de Rasputin aumentou sobre as decisões da corte. A czarina não fazia nada sem que o consultasse. Esta influencia refletia-se nas cartas que ela enviava ao marido, referindo-se sempre ao monge como “nosso amigo”, e relatando o que ele previa para o destino da Rússia. Rasputin passou a aceitar favores e subornos para indicar este ou aquele membro para o governo; usou da sua influência para afastar do poder aqueles que se lhe eram hostis. Os rumores de um romance com Alexandra, a ausência de Nicolau II, e a influência que o deixava cada dia mais poderoso, fez com que Rasputin fosse visto com desconfiança por uma população cada dia mais empobrecida, a chorar os seus mortos na guerra. O monge passou a ser visto como o culpado de todos os males da Rússia, sendo acusado de amigo dos alemães, acusação que respingou na czarina, posto que ela era de ascendência ariana.A influência de Rasputin sobre os Romanov tornou-se alvo das críticas de políticos e jornalistas, que tinham como função enfraquecer a já combalida integridade da dinastia. O poder de Rasputin na corte voltou-se contra ele, que inconseqüentemente, gabava-se da capacidade que tinha de influenciar na decisão do casal Romanov. Pressionando pela Duma, Nicolau II afastou Rasputin, mas a czarina continuou a mantê-lo por perto, protegendo o monge decadente.Mesmo afastado, Rasputin continuou a exercer o seu poder nos bastidores, mantendo-o principalmente, através da sua força sexual e magnetismo sobre as mulheres influentes da corte. Cada vez mais odiado, a decadência do monge e a sua queda eram inevitáveis.Em 19 de novembro de 1916, Vladimir Purishkevich fez um discurso na Duma, acusando Nicolau II e os seus ministros de simples marionetes nas mãos de Rasputin e de Alexandra, evidenciando as raízes germânicas da czarina, inflamando o orgulho russo, ferido pelas baixas e derrotas sofridas na Primeira Guerra Mundial. O príncipe Felix Yusupov assistiu ao discurso de Purishkevich, aplaudindo-o. A seguir procurou o membro da Duma, com quem confabulou o assassínio do monge. A sorte de Rasputin estava lançada.O Lendário Assassínio do Monge LoucoSe a vida de Rasputin foi coberta de lendas e mistérios, a sua morte tornou-o ainda maior, transformando-se em um ato lendário, que até os dias atuais causa curiosidade, admiração e arrepios em que a ouve contar. Fatos inusitados, muitos deles inventados pelos próprios assassinos, fizeram do assassínio de Rasputin um mistério que jamais será revelado em sua mais completa verdade.Na segunda metade do mês de dezembro de 1916, membros poderosos da aristocracia russa concordaram que a influência que Rasputin exercia sobre a czarina era um perigo à soberania do império. A conspiração da morte do monge foi engendrada pelo príncipe Feliz Yusupov, pelo grão-duque Dmitri Pavlovich e por Vladimir Purishkevich. Na noite da morte do monge, juntaram-se aos três Estanislau de Lazovert e o capitão Suhotine.Na noite de 29 para 30 (16 para 17 do antigo calendário Russo) de dezembro de 1916, Yusupov atraiu Rasputin à sua casa, o Palácio Moika. Trazido de carro por Lazovert, Rasputin mostrava naquela noite fatal um humor alegre. Foi recebido na biblioteca do palácio por Yusupov, enquanto os outros conspiradores ocultavam-se em outro compartimento. Para receber o monge, foram postos sobre a mesa bolos e vinhos raros, três tipos de vinho foram envenenados, assim como os bolos.Rasputin pôs-se sentando sobre uma cadeira, a falar com eloqüência, enquanto devorava os bolos e bebia os vinhos envenenados. As horas foram passando, e, o cianureto ingerido pelo monge, suficiente para matar cinco homens, parecia não fazer efeito. Sem demonstrar quaisquer alterações, Rasputin intimidava o príncipe com os seus olhos negros e fixos, como se lhe adivinhasse os pensamentos. Yusupov começou a desesperar-se. O príncipe era um homem instável, admirado por sua beleza e conhecido pelos conflitos que tinha com a sua sexualidade. Rumores históricos apontam que as razões para Yusupov ter tramado e executado a morte de Rasputin iam além do seu amor pela Rússia. O monge era conhecido por ser possuidor de um grande falo, o que teria atraído o desejo de Yusupov, mas as preferências sexuais de Rasputin caíam apenas sobre as mulheres, o que lhe teria feito recusar o assédio do príncipe.Com os nervos afetados pela resistência de Rasputin diante do veneno, Yusupov deixa-o sozinho por alguns instantes, indo falar com Purishkevich e o grão-duque. Volta empunhando uma arma, encontra Rasputin em pé, a ameaçar a ir embora. Yusupov desfere um tiro no peito de Rasputin, que depois de soltar um grito terrível, cai agonizante. Os outros dois conspiradores adentram à biblioteca. Ao ver o corpo caído de Rasputin, Vladimir Purishkevich desfere-lhe bastonadas e chutes.Os demais conspiradores deixam a sala, para providenciar a retirada do corpo. Sozinho, Yusupov, por algum motivo, debruçou-se sobre o corpo inerte do monge. De repente os dois olhos negros de Rasputin abriram-se, a contemplar o príncipe. Tomando por uma força surpreendente, o monge falou ao príncipe: “você é um rapaz mau”, em seguida tentou estrangulá-lo.Tomado por uma força surpreendente, Rasputin passou pela porta que o levou aos jardins do palácio, tentando alcançar o imenso portão de ferro que dava para fora do cenário macabro. No jardim, passou pelos outros conspiradores, que não acreditavam em vê-lo ainda vivo, parecendo trazer a imortalidade no corpo.Mesmo cambaleante, com o sangue a manchar-lhe a roupa, Rasputin parecia, aos olhos dos conspiradores, que iria desaparecer na escuridão. Vladimir Purishkevich começou a disparar tiros no monge, atingindo-o duas vezes. O corpo de Rasputin tombou antes que ele atingisse os portões do palácio.Os assassinos de Rasputin aproximaram-se do corpo caído, concluindo que ele ainda estava vivo, a lutar para se levantar. Por fim pareceu desmaiar. Inconformados e assustados, os seus algozes enfiaram-no em um saco, arremessando-o nas águas geladas do rio Neva, onde o seu corpo, quebrando o gelo que se formara sobre o leito, afundou.Na manhã seguinte, muitos em São Petersburgo procuraram pelo monge, mas não foi encontrado. Por ordens da czarina, a polícia iniciou uma busca frenética pelas ruas da cidade, encontrando um objeto do monge próximo ao rio. As buscas intensas nas águas do rio Neva só foram encerradas quando o corpo foi encontrado. Uma autópsia revelou que a causa da morte do monge não tinha sido o veneno, tão pouco os ferimentos causados pelas balas, mas sim o afogamento. Rasputin morreu como os seus dois irmãos, afogado pelas águas. Temendo a ira da czarina, os conspiradores e assassinos de Rasputin fugiram, com exceção do príncipe Yusupov, detido em prisão domiciliar no seu palácio. Yusupov seria posteriormente libertado devido à aprovação da população ao seu ato, considerado por todos como a libertação da Rússia do maior monstro e tirano da sua história.A czarina prestou as suas homenagens a Rasputin, enterrando o seu corpo. Após a revolução de 1917, que pôs fim à Rússia czarista, a fúria dos revolucionários chegou ao túmulo do monge maldito. Desenterrado, o corpo de Rasputin foi queimado em local público. Reza a lenda que enquanto ardia na fogueira, o seu corpo deu estalos, como se fosse mover e levantar-se.A Maldição de RasputinMesmo após a sua morte, Rasputin continuou a suscitar as mais insólitas lendas. A fama de ter um imenso falo esteve sempre inerente ao monge. Maria, a filha que lhe herdara boa parte do dinheiro, e sobreviveu à revolução bolchevique, fugindo para o ocidente, declararia anos mais tarde que o pai tinha sido castrado antes de ter o corpo arremessado às águas do rio Neva. Embora a autópsia não tenha deixado registro da amputação da genitália de Rasputin, espalharam-se rumores de que seu o pênis tinha sido conservado em poder de muitos, como um amuleto que trazia potência sexual aos homens e desejo às mulheres; tendo reaparecido em 1967, em poder de uma senhora idosa de Paris. Esta senhora teria vendido o falo de Rasputin ao urologista e sexólogo russo, Igor Kniazkin, por oito mil dólares. Atualmente, Kniazkin exibe a relíquia, em exposição permanente, no Museu Erótico de São Petersburgo. O suposto pênis de Rasputin, conservado em um grande vidro com álcool, chama a atenção por seu tamanho desproporcional. Ao lado do vidro, pode-se ler a descrição do objeto de contemplação:“Pênis de Rasputin, assassinado em São Petersburgo na madrugada de 16 a 17 de dezembro de 1916. 28,5 cm”.Outra evidência da figura lendária de Rasputin seria uma carta profética que ele teria escrito ao czar poucos dias antes de morrer, onde previa não somente o seu assassínio, como o de toda a família real. Esta carta foi apresentava por seu secretário, Simonovich, contendo terríveis profecias:“Escrevo esta carta em São Petersburgo. Sinto que irei deixar a vida antes de 1 de janeiro. Gostaria de dar a conhecer ao povo russo, ao Papa, à Mãe Rússia o que eles devem entender. Se eu for morto por assuntos comuns e, especialmente pelos meus irmãos camponeses, você, Czar da Rússia, nada tem a temer por seus filhos, eles reinarão o país por centenas de anos. Mas se eu for morto por políticos, nobres, e se o meu sangue for derramado, por vinte e cinco anos permanecerão as mãos sujas do meu sangue. Eles vão deixar a Rússia. Irmãos matarão irmãos, e eles vão matar uns aos outros, ascenderá o ódio uns aos outros, e por vinte e cinco anos não haverá nobres no país. Czar da terra da Rússia, se você ouvir o som da campainha que lhe irá dizer que Grigori foi morto, você deve saber o seguinte: se foi das suas relações os que forjaram a minha morte, ninguém na sua família, isto é, nenhum dos seus filhos ou os das suas relações permanecerá vivo por mais de dois anos. Eles vão ser mortos pelo povo russo...”Como sugere a carta, Rasputin foi morto em dezembro de 1916. Pouco tempo depois da sua morte, a terrível profecia foi realizada, em fevereiro uma grande revolução assolou a Rússia, levando o czar a abdicar em março de 1917. Juntamente com toda a família, Nicolau II foi levado aprisionado para Ecaterimburgo, nos Montes Urais. Na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918, o czar, a czarina, suas quatro filhas e o príncipe herdeiro, foram executados pelo exército revolucionário russo. A maldição de Rasputin concretizara-se quinze meses depois da sua morte.

A Chancelaria Informa

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Dia 30 de outubro, palestra sobre mitologia:
"por que o voto de Minerva"
Será apresentada pelo Ven.: Ir.: João P. Kahl

O Antigo Egito

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Terra do Nilo e das Pirâmides, o Egito fascina a quem dele se aproxima, envolvendo a todos num clima de mistério e grandiosidade. De Heródoto a Napoleão, e até os dias de hoje, a história da civilização egípcia vem sempre envolta numa nuvem mística, quase etérea, resultado da inevitável mistura de deuses, mitos, monumentos e personagens que marcaram, indelevelmente, a história da humanidade.
Quando se fala no Egito da Antiguidade, as primeiras coisas que nos vêm à mente são as imagens das grandes pirâmides, as múmias e artefatos dos museus, os templos e a atmosfera aventuresca que cerca tudo o que diz respeito ao tempo dos faraós, que a literatura e o cinema nos mostram como sempre presentes nas expedições arqueológicas, envolvidas por um clima de conto policial de Agatha Christie.
Sem qualquer sombra de dúvida, a civilização do Egito antigo atiça a nossa imaginação pela aura de mistério que a envolve. No entanto muito já se sabe a respeito do modo de vida, da estrutura social, da estrutura econômica, das relações políticas do Egito faraônico.
Mas muitas vezes a circulação dessas informações fica restrita ao meio acadêmico ou a umas poucas centenas de pesquisadores dedicados. Infelizmente há muitas coisas que não chegam a público, propiciando a formulação de idéias fantasiosas que não são comprováveis, engrossando um extenso rol de crenças sobre a cultura egípcia, difícil de ser combatido.
As "Páginas" do "Site MistériosAntigos.Com" vão levar você para textos sobre o Antigo Egito onde poderão ser extraídas muitas informações a respeito da terra dos faraós. Os textos vão mostrar o que é o Egito a partir das concepções acadêmicas sim, mas sem torná-las maçantes. O que na opinião de muitos é uma realidade fascinante.
A Fabulosa descoberta da Tumba de Tutankhamon, costumes, crenças e ritos da Antiga Civilização Egípcia...
Mas antes de visitar as outras páginas, leia logo abaixo as últimas notícias sobre um dos maiores Faraós do Antigo Egito, Tutankhamon (Tutancâmon). Fonte: BBC.COM

Uma equipe de cientistas conseguiu fazer uma reconstituição das feições de um dos faraós mais famosos do antigo Egito, Tutancâmon. Três grupos de peritos - franceses, egípcios e americanos - reconstruiram modelos separados mas semelhantes de como seria o rosto do faraó usando radiografias.
Os franceses e egípcios sabiam quem estavam recriando, mas os americanos não foram informados de onde vinha o modelo do crânio analisado.
Os modelos do menino-rei, morto 3.300 anos atrás, revelaram um jovem com bochechas rechonchudas e um queixo arredondado.

Os modelos têm uma semelhança surpreendente com a máscara que cobriu a face mumificada de Tutancâmon quando seus despojos foram encontrados pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922, e outras imagens antigas.
"Formatos de rosto e crânio nos modelos são notavelmente semelhantes a uma imagem famosa de Tutancâmon quando criança, onde ele é retratado como deus sol na alvorada partindo de uma flor de lótus", disse o secretário do Conselho Supremo de Antigüidades do Egito, Zahi Hawass.
Usando imagens de tomografia computadorizada de alta resolução, a equipe americana identificou corretamente que o crânio vinha de um norte-africano.

"As diferenças primárias (das reconstruções dos de americanos e egípcios) estavam no formato da ponta do nariz e orelhas", disse Hawass.
As versões francesa e americana também traziam nariz e queixo de formato semelhante, mas a equipe egípcia chegou a um nariz mais pronunciado, de acordo com o arqueólogo. As imagens de tomografia computadorizada - as primeiras obtidas de uma múmia egípcia - foram obtidas em janeiro passado. Elas sugerem que o rei não era muito robusto, mas um homem saudável de 19 anos, quando morreu, provavelmente vítima de complicações resultantes de uma fratura na perna e não de assassinato, como se suspeitava.
Quando foram feitas radiografias do corpo, em 1968, um fragmento de osso foi encontrado em seu crânio levando a especulações de que ele havia sido morto com um golpe. Pouco se sabe sobre os dez anos de reinado de Tutancâmon depois que ele sucedeu Akhenaten, que abandonara os velhos deuses do Egito em favor do monoteísmo.
Alguns historiadores dizem que ele teria sido morto por tentar trazer de volta o politeísmo. Outros acreditam que ele foi assassinado por Ay, o segundo em comando, e que acabou sucedendo o jovem faraó. Mas Hawass disse que está convencido de que Tutancâmon não foi assassinado.

Origem:MisteriosAntigos.Com

Cartago

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Cercada de lendas, esta cidade nasceu no norte da África. Seu fim foi triste a ponto de fazer chorar um general romano.
Cartago foi uma potência do mundo antigo, disputando com Roma o controle do Mar Mediterrâneo. Dessa disputa originaram-se as três Guerras Púnicas, após as quais Cartago foi destruída.

A lenda

Das cidades fenícias, Tiro era a mais importante, chamada a pérola do oriente. Grandes comerciantes, exímios navegantes, os fenícios compravam, vendiam e dominavam os mares, povo pacífico, sua riqueza se baseava no comércio.

A história ou lenda da fundação de Cartago começa por volta de 814 a.C. nos versos do poeta Virgílio.
O rei de Tiro, Mutto, tinha dois filhos, Pigmalião e Elisa. Com sua morte eles herdam o reino.
Pigmalião desejando governar sozinho, mata o marido de Elisa. Esta de nada sabe e continua pensando que o marido estava vivo. Até que um dia, Sicharbas (o marido) aparece no sonho de Elisa e lhe conta toda a verdade, pedindo para que ela fuja de Tiro.
Para a fuga, ela desenterra o tesouro que o falecido marido lhe indicara onde estava. Na surdina, Elisa prepara navios, escravos e convence os nobres descontentes a se juntarem a ela. Assim ela foge rumo ao ocidente.
Seus navios fazem escala em Chipre onde embarca o sacerdote de Zeus e 80 virgens que Elisa leva, para se casarem com os nobres tírios embarcados.
Desse ponto em diante, Elisa passa a ser chamada Dido, A Errante
A lenda prossegue com a chegada à costa africana, e as negociações com os nativos para ocupar terras. Os nativos eram líbios da tribo dos maxios. Conta a lenda que Dido só poderia ocupar o tanto de terras que fosse coberto por uma pele de boi.
Vamos atentar ao fato de que Dido, era fenícia (não poderia negar a fama de bons negociantes de seu povo) então ela cortou a pele em tiras bem finas e com elas rodeou uma colina que foi chamada Byrsa (pele de boi em grego).
Assim foi fundada a cidade chamada Kart-Hadasht (nova capital) em fenício.

Localização geográfica

Cartago (do fenício Kart-Hadasht, ou Qrthdst, isto é « Nova Cidade », em árabe قرطاج (Qartaj) ) é uma antiga cidade, originariamente uma colônia fenícia no norte da África, situada a leste do Lago de Túnis, perto do centro de Túnis, na Tunísia.
Neste local o mar Mediterrâneo se estreita, entre a costa africana e a Sicília.
Local de clima agradável, o deserto impedia qualquer ataque vindo do interior. Por mar, nem pensar, porque seria enfrentar os maiores navegantes da época.
Os fenícios escolhiam os locais para fundar seus entrepostos baseados na estratégia comercial. O local deveria ser de fácil acesso por mar, ter portos protegidos em baías amplas e ter facilidade de acesso a matérias primas e pontos de venda.

Como começou

Cartago foi fundada pelos tírios, mesmo observando a lenda, Dido era tíria. Tiro era uma cidade da Fenícia e o povo fenício era um caso a parte, na época.
Os fenícios eram um povo de origem semita que provavelmente vinham do Golfo Pérsico ou da Caldéia. Acredita-se que tenham chegado as terras que hoje formam o Líbano por volta de 4000 a.C.
As cidades-estados fenícias funcionavam como uma federação e capitaneadas pela cidade de Tiro, fundaram entrepostos comerciais em parte da Sicília, sul da península Itálica, no litoral da península Ibérica e no norte da África, onde surgiu o entreposto que se tornou a famosa Cartago.
A cidade de Cartago foi fundada em 814 a.C. e em 500 a.C. a cidade já era poderosa. Os fenícios dominavam a metalurgia, fabricavam ligas de ouro e outros metais, faziam armas e objetos de cerâmica. Mas, seu grande poder vinha de sua frota naval.

Nessa época, Roma estava nascendo, era uma pequena cidade da Itália enquanto Cartago era a dona do Mediterrâneo.
Um povo nada belicoso, que se desenvolveu através do comércio e não de guerras, hábeis navegantes que usavam sua capacidade naval apenas para negociar. Fundaram entrepostos comerciais em diversos pontos do Mediterrâneo, mas nunca ocuparam mais terras do que o necessário e nunca atacaram outros povos gratuitamente.
Nenhum dos muitos entrepostos fenícios foi como Cartago.
A cidade de Cartago era envolvida por uma muralha e possuía prédios de vários andares. Através dos vestígios encontrados, se sabe que, a cidade alta ficava na colina de Byrsa, a cidade baixa rodeava o porto.
Os estudos atuais praticamente comprovam a existência dos famosos portos de Cartago. Havia um porto para os navios mercantes e outro para os navios de guerra.

Poder e riqueza

Cartago, por estar afastada fisicamente da Fenícia, prosperou enquanto no oriente, as cidades-estados fenícias foram atacadas pelos assírios e depois pelos babilônios.

No perímetro do mar Mediterrâneo era Cartago quem dava proteção aos entrepostos fenícios.
Politicamente, Cartago era uma talassocracia assim como a Fenícia, um Estado governado por homens ligados ao mar.

Havia uma constituição, o chefe de Estado era um juiz chamado Sufete, mas quem de fato tomava as decisões, era o Senado e seus 300 membros.
Os cartagineses não possuíam exército e nem confiavam nos militares. Se fosse preciso, contratavam mercenários, que eram liderados por generais cartagineses.
O povo era pacífico e se fosse possível evitava guerras.
Os cidadãos de Cartago eram alfabetizados e davam especial valor ao desenvolvimento profissional. Vamos dizer que Cartago se tornou uma república aristocrática, era uma região muito rica e cobiçada.
O cronista Diodoro de Sicília conta, que lá havia pomares e jardins, rios canalizados, casas de campo luxuosas. As terras eram cultivadas com vinhedos e oliveiras, além de outras árvores frutíferas. Havia gado, rebanhos de ovelhas e cavalos.
Os tempos de paz permitiram que Cartago usufruísse do que havia de melhor.

Religião

O povo de Cartago conservou as crenças religiosas dos fenícios. Tanit era a Senhora de Cartago, Baal Hamon, Eschmun, Melqart e Astarte eram alguns dos deuses principais.

Os estudiosos ainda não estão certos quanto ao uso do Tofet. Essa é uma palavra hebraica e significa, santuário a céu aberto.
É possível que ali fossem praticados sacrifícios humanos ao deus Baal. Foram encontrados no Tofet jarras contendo ossos carbonizados de crianças. Talvez o Tofet fosse um cemitério, não há nada ainda, que aponte o uso exato do local.
Os cartagineses davam mais importância à monogamia e eram mais severos com os assuntos religiosos do que os fenícios orientais.

O controle do Mediterrâneo

A partir de 800 a.C., a Fenícia fez parte, sucessivamente, do Império Babilônico, do Império Persa e do Império Macedônico.
Com a queda de Tiro, em 332 a.C. a hegemonia passou para Cartago, que se tornou a grande potência do Mediterrâneo ocidental, dominando os entrepostos da Sicília, Sardenha, Córsega e Espanha.
Os gregos, nessa altura, estavam aprendendo tudo o que podiam sobre navegação e construção de barcos com os seus até então parceiros, fenícios.
Por causa de seu interesse sobre a Sardenha e a Sicília, os gregos resolveram testar os fenícios.
No oriente, a Fenícia não dava conta dos ataques de Nabucodonosor II e quem saiu em defesa dos interesses fenícios foi Cartago, assim se afirmando como a potência maior.
Gregos e cartagineses se enfrentaram inúmeras vezes durante várias gerações pelo monopólio do Mediterrâneo, que acabou nas mãos dos romanos.

Guerras Púnicas

Púnico – latim = poeni
Esse era o nome pelo qual os romanos chamavam os cartagineses.
Por volta de 300 a.C. Roma já começava a se tornar um Estado militarizado, mas não possuía uma frota, muito menos navios da qualidade dos cartagineses.

O fato de Cartago superar os gregos, e sua marinha poderosa manter o controle sobre as ilhas cobiçadas pelos romanos, como a Sardenha, fazia com que Roma os invejasse.
Era preciso saber como eram feitos aqueles navios.
A primeira guerra púnica começou com os romanos, que desrespeitaram um acordo de não invadir a Sicília. Os romanos perderam 700 navios e os cartagineses 400. Mas, a sorte estava com os romanos que capturaram um navio cartaginês.
Desmontado, o navio foi copiado e assim os romanos construíram uma frota e introduziram novidades, como o corvo, que era uma espécie de ponte móvel que usavam para abordar os barcos inimigos. Dessa forma partiam para a luta corpo a corpo que era onde se destacavam.
As guerra púnicas são conhecidas e muito estudadas, de modo que, é preciso apenas frisarmos que os cartagineses não eram afeitos a guerras e nem mesmo aos militares, e com isso levaram grande desvantagem.
É preciso mencionar também a coragem, a bravura de Amílcar e seu filho Aníbal cujo nome significa amado de Baal.

Amílcar abafou a revolta dos mercenários que voltaram da primeira guerra derrotados. Conseguiu ocupar um terço da península ibérica, assim se fortificou e acumulou riquezas para enfrentar a segunda guerra.
Aníbal, filho de Amílcar, aos nove anos jurou jamais ter relações amistosas com os romanos. Foi ele quem assumiu o comando dos cartagineses na península ibérica.
Ao tomar a cidade de Sagunto foi ameaçado pelos romanos, mas não voltou atrás e foi assim que acendeu o estopim da segunda guerra púnica.
Homem de coragem, inteligência e um grande general foi durante muitos anos uma terrível ameaça para os romanos. Ele só foi derrotado porque seus mercenários mudaram de lado.
Aníbal voltou a Cartago derrotado, mas a despeito da antipatia dos cartagineses para com os militares, ele foi recebido como herói. O povo reconheceu sua coragem e bravura.
Entre a segunda e a terceira guerra púnica, os romanos conquistaram a Macedônia, Grécia, Ásia Menor e Síria.

O fim

Em 149 a.C. Cartago já não era mais ameaça para os romanos mas ainda detinha o território de Túnis (Tunísia).
O senador romano, Catão, decidiu tomar Túnis e para isso mandou o exército destruir Cartago. A ordem: Delenda est Carthago ou Cartago deve ser destruída.
O general encarregado dessa ingrata tarefa foi Cipião Emiliano. Apesar dos seis dias de resistência, os romanos derrubaram as muralhas, a população foi assassinada, as casas demolidas, os que sobreviveram foram transformados em escravos e, dizem, sobre o solo espalharam sal para que nada mais germinasse.
O general romano Cipião Emiliano teria chorado após a vitória, quem sabe imaginando que Roma também pudesse vir a passar por tamanha violência ou talvez, com pena de arrasar uma civilização notável.

Ainda os romanos

Toda a destruição mencionada acima ainda não tinha terminado.
Durante pelo menos cem anos, Cartago permaneceu ocupada pelos romanos, explica a arqueóloga Karin Mansel do Instituto Arqueológico Alemão.
No ano 29 a.C. Otávio Augusto (que viria a ser imperador) fundou sobre a colina de Byrsa a colônia Iulia Concordia Carthago.
Num trabalho que deve ter levado vinte anos, foi feita a nivelação do terreno e assim foi destruído todo e qualquer vestígio da Cartago fenícia.
Uma parte das edificações romanas ainda permanece como lembrança da destruição do coração de um grande império, de um povo notável com suas muralhas, templos e palácios, sua história lançada em escombros colina abaixo.

Carros de três rodas - Conceitos

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Na atualidade, para que serviriam carros de três rodas? A primeira imagem que vem na mente das pessoas é a saudosa Romi Isetta, que foi produzida no Brasil durante década de 50. Porém, reza a tradição que eram veículos de estabilidade precária.

Carver One – o carro que se inclina como as motocicletas.

É o desenho de um carro com jeitão de motocicleta, que permite ao motorista incliná-lo nas curvas, o que garante ao conjunto velocidade e estabilidade. Decididamente o Carver One é um carro feito sob medida para quem não quer abandonar o conforto dos automóveis, sem perder a adrenalina e a agilidade das motos.

3GEO – carro em forma de inseto.

Caso o 3GEO ficasse do tamanho de um inseto, ele poderia facilmente ser confundido com um besouro e capturado pela língua longa e pegajosa de um sapo. Mas, não se trata de um inseto e sim de um conceito brotado da mente fértil de Zdendo Vukoja, que o desenvolveu sob encomenda para a Peugeot. Este carro pequeno e ecológico é movido à energia elétrica, célula de combustível e um motor convencional à combustão alimentado a gasolina e gás natural. Sua estrutura é moldada em fibra de carbono. Imaginemos o preço!

T-Rex de Johnathan Cote – a garra do carro esporte em três rodas.

Alguns já estão familiarizados com este carro-conceito, já que o primeiro protótipo foi lançado 3m 1994. O T-Rex é pioneiro na idéia de se fazer carros sofisticados com três rodas, inspirador de outros projetos que seguiram a mesma linha, tais como o Can-Am Spyder. Respeitando o DNA dos antecessores, o recente lançamento do T-Rex apresenta linhas mais ousadas e novas funções. No entanto, a beleza e o refinamento do seu design não obscurecem a ferocidade da sua natureza de carro esporte.


MoVille – carro em forma de lágrima.

O MoVille é um carro de um passageiro dotado de inteligência artificial e emissão zero. Quando você vê este veículo, fica em dúvida sobre a sua real natureza, se carro ou robô. Quando você entra no carro, pensa que entrou num mundo de ficção científica, quando se depara com a densidade da eletrônica embarcada. Ele é dotado de três rodas magnéticas que giram em ângulo de 360º sob a ação de eletromagnetos.Para lidar com o problema do espaço nas áreas urbanas, o Moville é alto verticalmente horizontalmente estreito. Entre as suas funções avançadas estão a capacidade de localizar outros veículos por GPS, o que torna possível prevenir colisões. Pelo seu espaço reduzido e pela manobrabilidade absoluta auferidas pelas suas rodas multidirecionais, até bêbados podem estacioná-lo sem correr o risco de esbarrar em outros carros. Mesmo assim, se beber não dirija.

Caravela - propulsionado a Hidrogênio.

O projeto de André Fangueiro é um interessante conceito ao nível do design e da utilidade. Os carros-conceito tentam responder às demandas do futuro e o Caravela é mais um projeto que surge da preocupação com as vias urbanas congestionadas e a tentativa de dar uma resposta a um possível futuro sombrio de cidades cada vez mais atulhadas.Com emissão zero devido ao motor a hidrogênio, o carrinho desenvolve 70 Km/h – nos congestionamentos de São Paulo, chega a ser uma velocidade excessiva.



Peugeot+ elétrico.

Este foi o resultado de uma encomenda feita pela Peugeot ao projetista David Vargas. É um protótipo propulsionado por um pequeno motor elétrico. A sua concepção é sob medida para atender ao congestionamento das grandes cidades, à falta de lugares de vagas no estacionamento e às constantes exigências por tecnologias limpas.

Fontes:Trend Hunter1.
Trend Hunter2.
Tuvie1.Tuvie2.
Advanced
AutoZine.